http://i8.photobucket.com/albums/a26/monicaleal/sap.jpg anascente: Novembro 2005

segunda-feira, novembro 28, 2005

Pelas tuas mãos...

Vou viajar por entre os dedos das tuas mãos, um percurso quente pelo todo.
O todo de mim, de ti e de sempre.
Estou lá nas estrelas, no espaço e no vazio do mundo.
Danço ao som desta música, que é a minha, e me encanto a cada segundo que passa.
Não há mais nada para além deste conforto de estar aqui, dentro de tudo e tudo dentro de mim.

Vou-me deixar levar, levando-me.
Vou alcançar, deixando-me ficar.
Vou viver acordada, no mundo dos sonhos.
Vou construir, não construindo, a realidade que vou viver.

Estou aqui, ali, e aonde eu quiser.
No espaço e no tempo, sempre aonde eu estiver, será o local devido.
Vou estar simplesmente em mim e para mim, deixando lá antes, o passado, os medos, os futuros.
Libertar o corpo e a alma da amarras da ilusão.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Pelo caminho...a saudade...

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Havia o desejo de sair, de caminhar lado a lado pela praia e pelas folhas caídas do Outono.
Caminhei e caminhei, contornei as árvores, as folhagens dos caminhos e lá continuei eu sempre em frente rumo a ti e também a mim.

Gosto de imaginar a luz dos bosques como uma saudação da vida em mim enquanto corro ás voltas e brinco com o ar e a luz enleada no sol, sinto um leve arrepio de consolo desse abraço de calor.
A vida e o amor, tudo num só a planarem nas nuvens e no ar de Setembro que te envolve nos meus braços.

Ainda bem que chegaste!

Esperava-te no porto, ao pé da praia, perto daquele café em que um dia rimos e conversàmos bebendo as palavras ao som das ondas.
E no entanto, apesar de isso ter acontecido há muito tempo, continuei sempre na mesma praia à tua espera.

Ainda bem que chegaste!

quarta-feira, novembro 02, 2005

Gatos em Telhados

Da janela da casa de banho, saía sorrateiramente para os páteos das casas antigas de Lisboa.
A lua lá alto, iluminava as telhas, as saliências e os muros de cal aos quais com grande agilidade, tal qual o gato Negrito da vizinha, eu saltava e percorria os telhados ao luar, indo a todos os lugares e castelos das minhas fantasias de gato vadio.
Olhava para mim e não podia crer que o fazia, mas era tão incrivelmente fácil, tal como pensar ou querer.
E assim vadiava toda a noite, por todos os lugares vasculhando os segredos de todas as vidas em volta desta cidade luminosa e colorida nas suas formas.

Mais do que saltar ou trepar, é a incrivel sensação de libertade, em que não se verifica as limitações da gravidade e do corpo.
Essa sensação enche-nos de nós e na sua agilidade, tudo estava ao meu alcance.

Mesmo pequena e menina, eu tinha o dom de sonhar que fugia pela janela e que por mim mesma conquistava o espaço e o tempo imortalizando essa plenitude e magia, que para sempre ficou em mim e nos sonhos do agora.

Mesmo presos ao corpo, à vida e às escolhas, há sempre uma janela em nós, que nos lança no desconhecido e na unidade da vida, guiados pelas asas da nossa imaginação.